O consumidor final tem sido o foco das estratégias de e-commerce, uma vez que as marcas e os próprios clientes perceberam que não existem barreiras ou fronteiras para o consumo.
Em 2016, o e-commerce B2C brasileiro cresceu, segundo pesquisas, entre 8% e 11%. Se esse cenário é positivo, prepare-se pois a previsão para 2017 é crescer entre 10% a 15%. É muita coisa, não?
As vendas realizadas diretamente para outras empresas, através do e-commerce B2B também compõe os dígitos. Falando nisso, a participação das PMEs (Pequenas e Médias Empresas) na receita geral também deve aumentar, atingindo a marca de 22,1% em 2016.
Com expectativas de crescimento tão promissoras, muitas empresas estão começando a atuar nas duas frentes: B2B e B2C. Mas antes é preciso entender as principais diferenças entre as duas modalidades de e-commerce.
#O que é e-commerce B2C
Quando falamos de um e-commerce B2C, estamos basicamente nos referindo as empresas que vendem diretamente para consumidores finais das mercadorias, como eu e você.
Do inglês customer, ou seja, cliente, todas as transações que são realizadas entre uma empresa e um cliente pessoa física, pode ser enquadrado nessa modalidade. Porém, talvez você esteja se pensando: bom, mas a minha empresa também é um cliente, não é mesmo?
É nesse momento que existem alguns erros conceituais que podem atrapalhar um os gestores, principalmente no Brasil, onde a carga tributária incide de maneira diferente para cada uma das modalidades.
#O que é e-commerce B2B
O B2B, do inglês, business-to-business, estabelece uma relação de compra e venda entre duas empresas. Naturalmente que nesse momento, temos que entender que toda a jornada de compras e principalmente, a Persona, são diferentes.
Assumindo essa diferença, todo o processo de compras deve ser repensado, desde a entrada do cliente, até a forma de buscar, comprar os itens e principalmente, os pagamentos.
Mas aqui existe uma diferença que é pouco analisada e que pode mudar ainda mais o fluxo de vendas.
#B2B para revenda
Quando uma empresa vende algum produto para outra empresa que vai consumir os itens, já vimos que há diferenças cruciais que devem ser pensadas. Mas e quando a empresa compradora irá revender?
Nesse momento, há diferenças ainda maiores. Agora, no momento da venda, devemos considerar as regras locais para poder chegar a um preço final para o nosso cliente.
No Brasil, sempre que vendemos pela internet temos que considerar:
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Enquadramento fiscal da empresa compradora: Lucro real, Presumido ou Simples Nacional;
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O item vendido possui ICMS-ST? Se sim, precisamos saber a alíquota que iremos utilizar;
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Qual é a origem do produto e o destino, principalmente para definição da alíquota citada acima;
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Possíveis acordos entre estados que modificam as alíquotas.
O nível de complexidade do sistema fiscal brasileiro dificultam muito o processo de vendas pela internet, pois o volume de pedidos aumenta significativamente.
Nesse sentido, é necessário que a sua plataforma de e-commerce tenha as características e funcionalidades para suportar uma venda B2B revenda.
#É possível usar a mesma estrutura B2C no B2B?
Normalmente não é possível replicar exatamente a mesma estrutura da loja virtual B2C para a B2B, pois ambas requerem funcionalidades diferentes. Vender para o varejo não é a mesma coisa do que vender para o consumidor final - o perfil dos compradores é distinto e por esse motivo a estratégia de venda requer adaptação.
Vamos analisar quais são os pontos importantes para desenvolver uma loja virtual que atenda os dois públicos:
Definição das Personas: uma definição clara de quem é o seu comprador para cada um dos canais, B2C, B2B ou B2B revenda, é fundamental para definir toda a estrutura da sua loja.
Jornada de Compras: Enquanto a pessoa física irá comprar o produto com poucas interações com um vendedor, uma empresa de médio ou grande porte provavelmente não irá finalizar seu pedido sem antes um contato.
A pessoa física provavelmente utilizará as redes sociais e fará uma busca no Google para encontrar seu produto. Já uma empresa, utilizará caminhos diferentes para encontrar sua loja.
Regras fiscais: Como falamos anteriormente, o preço de R$ 100 para um produto é praticado para qualquer comprador que irá consumir o produto, seja uma pessoa física ou até uma jurídica.
Mas é necessário fazer uma análise criteriosa de quais são os itens e seus NCMs, assim como um estudo de ICMS-ST para poder definir corretamente qual será o valor adicional ao item que se refere aos impostos.
Tecnologia: é mandatório ferramenta única de e-commerce que possa tratar os dois canais na sua totalidade. Centralizando as operações em apenas uma plataforma, além de economia, você verá ganhos de escala.
Preço: o preço, sem considerar os impostos, também é diferente. Em geral, uma emrpesa irá comprar dezenas de itens de uma única vez, diluíndo custos e barateando a mercadoria. Saber precificar corretamente os itens pode ser a chave para a rentabilidade.
Pedidos mínimos: para chegar ao preço reduzido para o B2B, em geral é necessário uma compra de valor mínimo. Essa regra pode ser atribuída a um item específico ou ao total de itens comprados, por exemplo, R$ 4.000 ou 50 itens.
Entrega: enquando a pessoa física vai esperar o item chegar em sua casa, algumas empresas escolhem fazer retirada com seus próprios caminhões. Essa característica é fundamental quando há vendas B2B com grande quantidade de itens.
Forma de pagamento: boleto parcelado em 30, 60 e 90 dias, notas promissórias e até limite de crédito são as formas mais utilizadas quando falamos de B2B revenda. Essas opções se diferem bastante de um B2C tradicional com cartão e boleto.
Navegação: no B2B é normal não "divulgarmos" o preço como em uma loja tradicional B2C. Em geral, a vitrine é fechada e os clientes só tem acesso após um pré-cadastro.
#Casos de empresas B2B revenda
Mesmo com a complexidade que citamos, já podemos encontrar algumas lojas B2B revenda atuantes. Já existem tecnologias que permitem a criação desse tipo de modelo online:
Disney: o canal online foi criado em 2014 com o foco de atender o mercado de micro, pequenos e médios lojistas, online e offline, que antes não tinham capacidade de comprar diretamente com os revendedores.
Mercado PME: o primeiro marketplace B2B brasileiro que une dezenas de empresas com foco de vendas exclusivo para revenda.
Mesmo com tantas diferenças a plataforma da VTEX é uma das únicas nativamente a suportarem os dois modelos, inclusive ao mesmo tempo. A plataforma, mediante a configuração, pode dar a capacidade da loja ser B2B e/ou B2C, basta implantar as funcionalidades de cada um dos modelos.
